Archive for the ‘vergonha’ tag
Piso salarial
Hoje escutei na rádio, enquanto dirigia para o trabalho, um debate sobre o novo piso salarial para professores. Sinceramente, não sei como alguns políticos tem a cara de pau de lançar algo desse tipo - menos de 1000 reais de salário piso para professores, enquanto eles queriam contratar novos assessores por dez vezes mais que isso. A própria necessidade de definir um “piso” para o salário de professores já diz que há algo de errado sobre como a educação está sendo tratada.
Alguém espera que o congresso reveja este piso ano que vem - quando a inflação já terá comido uns 10% deste piso? Quantos anos terão os professores que esperar até uma revisão? E falando em revisão salarial, será que haverá aumento do salário de políticos após as eleições, ou vão sentir na pele o problema do restante da população?
Enquanto tratarmos a educação com requisitos “mínimos” - é a nota mínima pra passar, é o salário mínimo para professores, é a quantidade mínima de desistências - e não em busca dos máximos, esse país continuará a vergonha que é.
Beijos e abraços!
Intocáveis?
Ontem li no site to jornal Estadão que o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou que as recentes prisões da Polícia Federal demonstram que não há intocáveis no Brasil - que a Justiça alcança a todos. Se isso foi verdade, foi uma verdade que durou muito pouco. Durante a madrugada, o presidente do STF, Gilmar Mendes, condedeu o habeas corpus.
Eu não sei exatamente o que este ministro tem a esconder, mas a atitude dele só fornece indícios para suspeitar que ele também esteja envolvido nesse esquema. A quadrilha que foi presa estava oferecendo um milhão de reais aos investigadores, para evitar serem presos. Se isso não é oferecer riscos à investigação, não sei mais o que é. Além do mais, cometem crimes contra o sistema financeiro, além da corrupção ativa.
Há intocáveis no Brasil sim. Basta ter dinheiro, poder e conhecer os esqueletos nos armários dos senadores, deputados e ministros do STF.
Beijos e abraços!
Nepotismo, firme e forte
Ano passado e no início deste ano, foram noticiados projetos de lei para impedir o nepotismo entre governantes. Por mais que tais projetos sejam bem sucedidos - e funcionários públicos não possam indicar ou contratar seus parentes e familiares para outros cargos -, ainda teremos as famosas “influências” por ser parente de político.
Afinal, um dos filhos do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, recebeu investimentos de mais de 5 milhões para sua empresa - por que será? O irmão do mesmo presidente realizava tráfico de influência nas prefeituras de São Bernardo e São Paulo em nome de empresas - por que tinha essa “influência”? E o filho do presidente levando os amigos para voar de FAB? Não pense que é algo exclusivo deste governo também - ocorre com todos.
Ainda quando conversamos sobre tráfico de influência ou obtenção de recursos financeiros, falamos de crimes “menores”. Recentemente tivemos o assassinato de um rapaz (Daniel Duque), na saída de uma casa noturna no Rio de Janeiro, por um policial (Marcos Parreira) que fazia segurança do filho de uma promotora (Pedro Velasco). Concordo que a profissão de promotor de justiça acarreta em diversos riscos - podem até carregar uma arma, não? Mas por que o filho de uma promotora precisa de segurança paga pelos contribuintes? Vamos ter que pagar do nosso bolso a segurança da família de promotores eternamente? Se eles merecem segurança especial, por que o cidadão comum não? Eu também quero um policial como guarda-costas!
Além disso, o policial alegou que atirou em legítima defesa. Já surgiu uma nova versão, na qual o disparo foi acidental. No entanto, a perícia comprovou que o tiro foi a queima-roupa, em uma das axilas do rapaz. Então ou o policial se sentiu ameaçado por um rapaz desarmado - se isso for verdade, não é segurança alguma, imagine como ele vai mijar nas calças de medo ao ser abordado por traficantes - ou acidentalmente colocou sua arma sob o braço do rapaz e deu um tiro - melhor tirar a arma desse policial, pois nunca se sabe como “acidentalmente” ela pode disparar de novo.
Infelizmente, neste país vergonhoso, nepotismo é algo comum ainda. Tanto no sentido de favorecer familiares na contratação e indicação para cargos de confiança, bem como no tráfico de influência. Afinal, quem aqui nunca ouviu o famoso “sou primo de sei-lá-quem!”, “meu pai é sei-lá-o-que!”, como formas de ameaça.
Beijos e abraços!





