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Repensando A Oposição
Não digo que os trabalhadores em todo o globo estão livres de maus tratos, ou que não há lugar para disputas trabalhistas - com certeza há trabalhadores em condições similares a de escravidão (a China está cheia deste tipo), ou sofrendo absusos (alguns rurais no Brasil, por exemplo). No entanto, acredito que a divisão política antiga, que separava os trabalhadores dos patrões, não funciona mais na situação atual brasileira.
A criação de movimentos assim no passado foi fácil pois a maioria dos trabalhadores não participavam da divisa de riqueza da qual seus chefes recebiam tudo. Hoje em dia, há cada vez mais empresas recorrendo a bancos para manterem-se de pé. Veja, por exemplo, o caso de uma empresa aqui em São Bernardo do Campo, em que os trabalhadores fizeram greve por mais de um ano (quase um e meio), reivindicando direitos trabalhistas. O resultado foi que a empresa faliu, pois o empresário não conseguia arrecadar suficiente para mantê-la aberta e honrar as dívidas. Faltou inteligência dos trabalhadores em perceber que a ausência de aumento de salários e/ou benefícios e/ou direitos não era devida à falta de interesse do patrão, mas à falta de condições financeiras.
Os trabalhadores mais inteligentes que percebem esta falta de condições não aderem ao movimento trabalhista, pois se simpatizam com o seu empregador - ele também enfrenta a mesma dificuldade financeira. E tal atitude enfraquece o movimento como um todo.
Enquanto as diferenças sociais e financeiras dos trabalhadores e seus empregadores não for “astronômica”, a maioria não participará de ações que colocam em risco o seu emprego. Isso acarreta em algo mais grave que é o desinteresse político.
Assim como no início do século o vilão principal era o patrão, em sua figura “burguesa”, usufruindo de benefícios e riquezas até então inalcançáveis aos demais trabalhadores - o que alimentava a chama da participação sindicalista pelos empregados -, hoje os grandes vilões são a maioria da classe política e as entidades financeiras que perpetuam esta condição em que ambos a mão-de-obra e o capataz sofrem - enquanto os vilões continuam colhendo lucros incessantes ano após ano.
Boa parte da classe média não simpatiza com o PT. Não porque deixaram de ser trabalhadores para serem patrões, mas porque ainda estão presos à idéia que o “trabalhador” mencionado na sigla do partido não é aquele que trabalha das 9-18 de terno, mas aquele no chão de fábrica apertando parafusos sujo de graxa.
Boa parte dos sindicalistas não simpatiza com partidos de direita. Não porque não exercem posições de liderança, mas porque estão presos à idéia inversa, que não devem se “misturar” com a classe “burguesa” - como se ainda existisse tal divisão.
Falta perceber que PT, PFL, PSDB, PMDB etc. são todos parte de uma classe política falha, que não está aí para trabalhar nem para os da classe baixa, média, seja qual for - trabalhadores, chefes, empresários etc. Tais entidades lutam para se manter no poder, aliadas aos bancos, ao sistema financeiro atual.
Precisamos repensar a oposição. Trabalhadores, chefes, empresários, patrões, a população que produz a renda do país precisa se unir, parar e pensar: “vamos mesmo continuar trabalhando para pagar o salário de políticos e banqueiros?”
Beijos e abraços!
Bienal
Ontem fizemos um belo passeio - apesar de cansativo. Incontáveis livros expostos e outras tantas editoras. Eu e minha namorada compramos, se minha memória não falhar, 15 livros no total - até me assustei quando, no rádio, afirmaram que a média foi de 4 livros por visitante.
A única recomendação que eu tenho para a organização é melhorar o sistema de guarda-volumes. Eis minha sugestão:
Ao comprar um livro o visitante tem duas opções: levar consigo o livro em uma sacola (da mesma maneira como foi feita este ano); ou depositá-lo em seu guarda-volumes automaticamente - recebendo do vendedor um recibo por tal depósito.
Quando terminar sua visita, a pessoa passa pelo guarda-volumes, com seus recibos e documento com foto, e retira os livros que comprou. Dessa maneira, evita carregar sacolas pesadas de livros para lá e para cá.
Com um sistema assim, cada visitante provavelmente comprará mais (pois sua visita aos últimos stands de exposição não será “apressado” pela vontade de soltar as sacolas no carro).
Cada visitante, na sua primeira compra com depósito, apresenta seu RG/CNH e é dado um número de “caixa de depósito” - todas as suas futuras compras são então depositadas nesta mesma “caixa”. Assim também não é preciso manter uma “caixa” para exatamente cada visitante - uma por comprador que realmente desejar utilizar o serviço.
Para facilitar o trabalho dos expositores, a Bienal teria carrinhos elétricos (como aqueles de golf) circulando e os expositores entregariam as compras para depósito para tais “catadores de livro”. Estes, por sua vez, levariam as sacolas para o guarda-volume.
Acredito que a experiência para os visitantes que compraram muitos livros seria bem melhor com um sistema assim :)
Beijos e abraços!
Bienal do Livro
Apesar de ter uma bela fila de livros para ler aqui em casa, amanhã vou na Bienal do Livro (último dia aliás) passear! :)
Bom domingo a todos!
Beijos e abraços!





